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Policial penal está entre os presos em operação do Gaeco; ex-diretor presidente foi alvo de buscas

Policial penal está entre os presos em operação do Gaeco; ex-diretor presidente foi alvo de buscas

O policial penal Alirio Francisco do Carmo, atualmente aposentado, foi preso na operação (Foto: Divulgação) 

O policial penal Alirio Francisco do Carmo foi um dos presos no âmbito da Operação Blindagem, deflagrada nesta quinta-feira (7) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) contra rede criminosa comandada de dentro dos presídios de Mato Grosso do Sul.

Residente em Campo Grande, Alirio ocupou cargos de chefia na Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) antes de se aposentar, agora em 2025. Como a investigação está em sigilo, não há detalhes sobre as acusações contra o servidor público, mas o Dourados Informa confirmou que ele foi preso na Capital. Há informação ainda não confirmada de que outros policiais penais também foram alvos de mandados.

O ex-diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, também é alvo da operação. Ele está entre os investigados, mas não há informação se houve pedido de prisão ou apenas mandado de busca e apreensão. Aud Chaves comandou a Agepen por seis anos e deixou o posto em fevereiro de 2023, um mês após a posse do governador Eduardo Riedel.  A Agepen e a Sejups (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) ainda não se manifestaram oficialmente.

Outro que foi preso na operação é Tiago Paixão de Almeida, o “Boy”, condenado a 18 anos por tráfico de drogas e apontado como líder do tráfico no Jardim Tijuca, em Campo Grande.

Conforme o Campo Grande News, Paixão foi localizado em um prédio residencial na Travessa Ana Vani, região central, onde policiais do Batalhão de Choque cumpriram mandados de busca, apreensão e de prisão. No local, não foram encontradas drogas ou armas, apenas celulares e documentos. Após a prisão, Tiago Almeida foi conduzido à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.

Um cabo do Exército Brasileiro também foi preso. Ele atuava como segurança particular de Tiago Paixão e sua família. O nome não foi informado. Na residência dele, os agentes encontraram diversas armas de fogo, sendo que uma delas constava como produto de roubo ou furto.

O advogado Luciano Calda dos Santos, que representa a defesa de Thiago Paixão, afirmou que o cliente ainda não sabe exatamente do que está sendo acusado. Segundo ele, o processo corre em segredo de justiça, e a equipe jurídica ainda precisa juntar a procuração para ter acesso aos autos e entender qual é a acusação. Desde 2018, Tiago aparece como figura central em investigações da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

Fonte: Dourados Informa

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