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Com vigilância policial, anel viário tem trânsito livre após PM remover bloqueio

Com vigilância policial, anel viário tem trânsito livre após PM remover bloqueio

Policiais militares deixam local onde bloqueio foi desmontado (Foto: Leandro Holsbach)

Equipes da PMR (Polícia Militar Rodoviária) e do batalhão rural mantêm vigilância para impedir novo bloqueio do anel viário de Dourados. Nesta segunda-feira (15), indígenas de uma área de ocupação entraram em confronto com policiais militares que foram ao local para desobstruir a rodovia.

Os policiais tiveram de usar bombas de gás e disparar tiros com balas de borracha para obrigar o grupo a retornar para o acampamento. Após a desobstrução da via com uso de uma pá carregadeira, os indígenas se posicionaram no meio da pista e ameaçaram colocar fogo nos veículos que passassem pelo protesto.

Usando escudos, equipes da Força Tática, do Getam (Grupo Especializado Tático em Motocicletas) e do canil avançaram em direção aos manifestantes, que responderam atirando pedras.

Após muita fumaça das bombas e barulho de tiros, os indígenas recuaram e a rodovia foi completamente desobstruída. Quando ainda estavam na rodovia, alguns manifestantes chegaram a atirar pedra com estilingue na direção de jornalistas que cobriam a ação. Não há informação se algum indígena ficou ferido. Ninguém foi preso.

Entenda

Construído para desviar o tráfego de caminhões no perímetro urbano, o anel viário de Dourados liga a BR-163 à MS-156 e à BR-463. A rodovia corta a região norte do município e passa ao lado da reserva indígena e de áreas de ocupação.

Na quinta-feira (11), alegando protesto contra a aprovação de um projeto de lei no Senado estabelecendo o marco temporal para demarcações de terras indígenas, o grupo bloqueou a rodovia perto do trevo com a Avenida Guaicurus (MS-162).

O bloqueio foi retomado na sexta-feira com promessa de ser mantido até que os indígenas recebessem do STF (Supremo Tribunal Federal) um compromisso de derrubar a regra.

No sábado (13), a Polícia Militar prendeu na área um dos principais líderes do grupo, o ex-candidato a governador nas eleições de 2022, Magno Souza, de 41 anos. Ele estava com a prisão preventiva decretada por estupro de vulnerável.

Ontem, liderados pela esposa de Magno, os indígenas retomaram o bloqueio do anel viário. Nayara Arce da Silva afirmou em vídeo divulgado em rede social que a interdição era uma forma de protesto contra a prisão.

Ela disse que Magno teria sido preso por causa dos bloqueios. “Eu quero a liberdade para ele imediatamente. Levaram ele lá por causa disso”, declarou, relacionando a prisão às mobilizações. Entretanto, o mandado havia sido expedido no dia 19 de novembro.

Fonte: Dourados Informa

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