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Saúde investiga morte de bebê de apenas um mês por Febre Chikungunya em Dourados

Saúde investiga morte de bebê de apenas um mês por Febre Chikungunya em Dourados

Indígenas estão sendo atendidos em hospital de campanha montado em uma quadra (Foto: Divulgação/Assecom)

A saúde pública de Dourados investiga a causa da morte de um bebê de um mês de vida, que estava internado na UMC (Unidade da Mulher e da Criança) com sintomas de febre chikungunya. Ainda não há confirmação laboratorial, mas o caso é tratado como mais um óbito em decorrência da doença, já declarada como epidemia no município.

Moradora na Aldeia Jaguapiru, a criança morreu nesta terça-feira (24) na unidade que faz parte do HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados). Entre fevereiro e março deste ano, outros quatro moradores da Reserva Indígena morreram de complicações de chikungunya, entre eles outro bebê, de três meses.

Também morreram duas mulheres, de 60 e 62 anos, e um homem, de 73 anos. Dourados é a única cidade de Mato Grosso do Sul a registrar mortes por chikungunya em 2026.

Boletim divulgado ontem pela Vigilância Epidemiológica mostra que todo o município de Dourados contabiliza 1.504 casos suspeitos da doença em 2026, dos quais 721 foram confirmados, 218 descartados e 565 estão em investigação. São 1.286 casos prováveis – soma de casos confirmados e em investigação, excluídos os descartados.

Na Reserva Indígena, onde a epidemia começou, são 1.193 notificações, 545 confirmados, 157 descartados e 491 em investigação, o que representa total de 1.036 casos prováveis.

Até ontem, 27 pessoas com sintomas da doença estavam internadas, sendo 8 no Hospital Porta da Esperança (na reserva) e 19 no HU-UFGD. A taxa de ocupação de leitos na cidade, conforme dados da Central de Regulação, chega a 98%.

O município de Dourados está em uma emergência em saúde pública causada pela chikungunya, com predominância ainda na população indígena, mas avançando para todo o território municipal. Os dados apresentam expressivo aumento de casos e internações com início de sobrecarga nos atendimentos da rede de atenção primária à saúde, emergências, bem como na ocupação de leitos hospitalares.

“Outro fator preocupante é a taxa de positividade dos casos que no momento está em 76,8%, que nos demonstra que a grande maioria dos que apresentam sintomas e são testados apresentam resultado positivo para a doença”, afirma a Vigilância Epidemiológica, em nota técnica.

Há uma semana, equipes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) estão em Dourados para atuar no atendimento de pessoas com chikungunya e para ajudar no controle do transmissor, o mosquito Aedes aegypti. Agentes de endemias e outras equipes da prefeitura também atuam em força-tarefa nos bairros, para conscientizar a população a eliminar criadouros do vetor.

Fonte: Dourados Informa

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