Decon apreendeu mais de uma tonelada de queijos estragados. (Foto: Madu Livramento, Midiamax)
O empresário Edson Barbosa de Araujo, proprietário da conhecida “Conveniência do Alemão”, ganhou o direito de responder em liberdade ao processo por venda de mercadoria imprópria para o consumo.
A decisão foi proferida em audiência de custódia realizada neste sábado (11), após sua prisão em flagrante durante uma operação da Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo).
Para deixar a delegacia, o juiz determinou uma fiança no valor de R$ 4.863,00. Edson tem o prazo de 72 horas para efetuar o pagamento, sob pena de ter a prisão preventiva decretada caso descumpra a medida. Além do valor em dinheiro, ele deverá manter o endereço atualizado e comparecer a todos os atos do processo.
10 toneladas de produtos irregulares
A prisão de “Alemão” ocorreu após uma fiscalização conjunta entre Decon, Procon-MS e Vigilância Sanitária em seu depósito e nas unidades da conveniência, incluindo a da Avenida Calógeras. A ação aconteceu na última sexta-feira (10), no local, as equipes encontraram diversas irregularidades, como:
- Um total de 10.444,66 kg de alimentos, como queijos e bacons, foi considerado impróprio para consumo humano;
- Produtos que deveriam vencer em 5 dias recebiam etiquetas com validade estendida para 15 dias;
- O depósito não possuía o selo SIM (Serviço de Inspeção Municipal) e manipulava frios de forma clandestina;
- A Iagro aplicou uma multa de R$ 159.270,00 à empresa pelas condições sanitárias encontradas.
Em entrevista ao Jornal Midiamax na última sexta-feira, o empresário admitiu “falhas pequenas”, mas negou que vendesse produtos vencidos. Segundo Edson, a falta de rótulos em queijos vindos de fazendas é uma dificuldade técnica de regularização que acaba sendo interpretada como crime.
O empresário chegou a dizer que as denúncias seriam fruto de “más línguas” e concorrência, afirmando que “as melhores frutas são as mais apedrejadas”. Com o alvará de soltura expedido, o empresário deve retomar as atividades enquanto o inquérito da Polícia Civil prossegue para apurar a extensão dos danos à saúde pública.
Fonte: Midiamax

