Local onde o crime aconteceu. (Foto: Arquivo, Fala Povo)
Vinícius Alves Roman foi absolvido pela execução de Marcus Vinícius Félix da Silva, de 23 anos, durante julgamento na terça-feira (5). O crime ocorreu em maio de 2024 em um campo de futebol, no Jardim Guaicurus, em Dourados.
Na época dos fatos, o caso ganhou repercussão, uma vez que Marcos era irmão de um goleiro das categorias de base do Fluminense. Em 9 de maio daquele ano, dois homens teriam chegado em uma Honda Biz ao campo de futebol, na Rua Tito Mello, onde a vítima estava.
Na sequência, o garupa desceu e efetuou diversos disparos contra Marcus. Mesmo ferido, ele tentou fugir e buscar abrigo em uma casa próxima, mas não resistiu e morreu dentro da ambulância, enquanto estava a caminho do hospital.
Segundo o Dourados News, as investigações consideraram a hipótese de crime passional. Entretanto, o direcionamento da apuração evoluiu para a linha de conflito entre facções criminosas.
Vinícius Alves, que estava preso na PED (Penitenciária Estadual de Dourados), sentou no banco dos réus do Tribunal do Júri na terça-feira. Os jurados acolheram o quesito genérico de absolvição, resultando na improcedência da acusação por insuficiência de provas quanto à autoria.
Já a defesa do réu estruturou a atuação com foco na desconstrução da materialidade autoral e no fortalecimento da tese de negativa de autoria. Por fim, a banca defensiva sustentou que não havia elementos probatórios robustos capazes de vincular diretamente o acusado à execução.
Assim, a banca destacou fragilidades na investigação, ausência de apreensão da arma utilizada no crime e inconsistências em depoimentos colhidos ao longo da instrução processual. Com a absolvição, foi determinada a expedição de alvará de soltura.
Outro envolvido
Segundo a imprensa local, na época, o Ministério Público chegou a denunciar Vitor Henrique Vargas da Silva por envolvimento na execução.
A acusação sustentava que o crime havia sido premeditado e praticado com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de representar risco a terceiros, já que os disparos ocorreram em local público.
Vitor Henrique não foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri por ausência de elementos suficientes de autoria.
Fonte: Midiamax

