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Governo promete reforçar força nacional após nova intervenção da PM

Governo promete reforçar força nacional após nova intervenção da PM

Diante do recente aumento de conflitos fundiários em Mato Grosso do Sul e uma nova intervenção da PM (Polícia Militar) na propriedade da fazenda Limão Verde, em Amambai, o Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a ampliação do efetivo da Força Nacional de Segurança Pública na região.

A medida atende demanda articulada pelo MPI (Ministério dos Povos Indígenas) considerando a deflagração do crescimento deste tipo de conflito na região.

Como resposta imediata para mediar a situação e garantir a segurança jurídica e física dos envolvidos, o Ministério dos Povos Indígenas realizou no mesmo dia uma reunião de emergência com representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, do MPF (Ministério Público Federal), Defensoria Pública da União, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

No encontro, os órgãos destacaram a necessidade de observância rigorosa da legalidade e do cumprimento dos protocolos estabelecidos pelo judiciário na atuação das forças de segurança na realização de reintegrações de posse que envolvam direitos coletivos constitucionalmente assegurados.

Para operacionalizar o reforço determinado pelo Ministério da Justiça, o comando da Força Nacional confirmou o deslocamento de uma equipe adicional. Paralelamente, equipes da Funai foram designadas para acompanhar o caso in loco, prestando assistência direta aos indígenas detidos e monitorando o cumprimento dos parâmetros legais estabelecidos pelas instâncias superiores.

Decisão judicial

Nesta quinta-feira (18/6), a 2ª Vara Federal de Ponta Porã determinou a expedição de Mandato Probatório em favor dos ocupantes da Fazendo Limoeiro, mas esclareceu que a “decisão possui natureza exclusivamente preventiva, destinada à preservação da posse atualmente exercida pelo autor e à prevenção de novos atos de turbação ou esbulho, não constituindo autorização para remoção compulsória de pessoas eventualmente presentes na área, providência que dependerá de específica apreciação judicial”.

O órgão também frisou que “nenhuma ação policial deverá ser adotada na propriedade sem decisão judicial prévia que a fundamente e sem que a operação seja acompanhada da Funai, Ministério Público Federal e da Polícia Federal, sob pena de responsabilização funcional dos agentes envolvidos”.

O MPI mantém o monitoramento contínuo da área por meio de seus órgãos competentes e está realizando articulações para consolidar POPs (Procedimentos Operacionais Padrão) para a atuação das forças de segurança em territórios e com povos indígenas.

Fonte: Dourados Informa

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