Foto: Leandro Holsbach
O Tribunal do Júri de Dourados condenou Wilson Garcia, de 29 anos, a uma pena de 36 anos, 10 meses e 13 dias de reclusão pelo assassinato de sua companheira, Juliana Domingues, de 28 anos. O crime de feminicídio foi julgado na última terça-feira (21), quando os jurados acolheram de forma irrestrita a tese apresentada pelo Ministério Público, sob condução do Promotor de Justiça Luiz Eduardo de Souza Sant Anna, reconhecendo que a vítima foi atacada sem qualquer chance de reação.
O crime ocorreu na noite de 18 de fevereiro de 2025, no interior do imóvel da família, na Aldeia Nhu Porã, onde o casal vivia junto há oito anos. Na ocasião, após uma desavença banal motivada por uma briga entre os filhos da casa, um menino de sete anos, filho do casal, e outro de 11 anos, fruto de um relacionamento anterior de Juliana, o réu armou-se com uma foice e desferiu golpes fatais contra a esposa diante das duas crianças.
Na época, o homicídio gerou forte comoção e repercussão em Mato Grosso do Sul por se consolidar como o terceiro feminicídio do estado naquele ano. Após o ataque, Wilson tentou fugir, escondendo-se na residência dos pais, na Aldeia Tay Kuê, no município de Caarapó, onde acabou sendo capturado pela polícia e preso em flagrante.
Durante a dosimetria da pena, o magistrado considerou o alto grau de severidade do ataque e os traumas psicológicos permanentes causados aos menores que testemunharam a barbárie. Além da pena de reclusão em regime fechado, a sentença fixou o pagamento de ao menos R$ 20 mil como reparação por danos morais aos filhos da vítima.
O juiz determinou o cumprimento imediato da pena e negou ao condenado o direito de recorrer da decisão em liberdade.
Fonte: 94FM

