Ex-vice-presidente da Santa Casa, Jary Costa, e a ex-presidente Alir Terra. (Reprodução)
Sete denunciados por fraudes milionárias na Santa Casa se tornaram réus após a Justiça receber a denúncia.
São eles: Alir Terra Lima Nery (ex-presidente), Jary Carvalho de Castro (ex-vice-presidente), Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa (diretor-adjunto de finanças do hospital), Rinaldo Hakme Romano (ex-diretor financeiro), Alessandro Dias Junqueira (ex-diretor administrativo), Monique Gregório de Oliveira (coordenadora do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística) e Maurício Aparecido Benites (empresário).
A decisão é do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal Residual de Campo Grande, e foi proferida após recebimento do processo do Núcleo de Garantias. Na sequência, o magistrado indeferiu uma série de pedidos de liberdade feitos pelos réus.
O juiz avalia que a prisão é necessária para não comprometer a análise do processo e diz que “o recebimento da denúncia não confirma os fatos nela descritos nem constitui fundamento autônomo para manutenção da prisão. A análise recai sobre os elementos informativos que sustentaram a medida”.
O magistrado também destaca que “o exame dos dados bancários e telemáticos, em conjunto com os demais documentos juntados, revelou indícios de desvio de recursos públicos, falsidade e lavagem de dinheiro”.
A reportagem acionou as defesas dos réus e aguarda posicionamentos. O texto será atualizado assim que houver manifestação.
Operação Antidotum
Em 11 de setembro de 2026, o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) realizaram a Operação Antidotum contra um suposto esquema de fraude em contrato da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande.
As investigações apontaram possíveis fraudes e desvios de dinheiro em contrato firmado pela ABCG (Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande) — mantenedora da unidade — para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, no qual foram efetuados pagamentos elevados sem a devida prestação de serviços.
O Gecoc constatou, ainda, irregularidades em contratos celebrados pela operadora de plano de saúde Santa Casa Saúde com diversas empresas do mesmo grupo. Essas empresas, cujos proprietários tinham ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, estava desocupado.
Fonte: Midiamax

