Acusado de matar a mãe com golpes de pá confessa crime em júri | (Reprodução)
Nesta quarta-feira (20), Diego Pires de Souza, 37 anos, acusado de matar a própria mãe, Mariza Pires, 66 anos, rompeu o silêncio desde o crime e confessou ter cometido o assassinato. O caso segue em julgamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, sob a presidência do juiz Aluízio Pereira dos Santos.
Na fase de investigação e também durante a primeira audiência, Diego havia se mantido em silêncio. No entanto, diante dos jurados, admitiu a autoria do crime e afirmou que estava sob efeito de cocaína. Segundo ele, havia passado 22 dias internado em uma clínica de reabilitação, mas abandonou o tratamento pouco antes do homicídio.
“Eu tinha saído do serviço, mandei uma mensagem para ela e a localização, avisando que a minha bicicleta tinha quebrado. Aí cheguei em casa, tomei banho e fui deitar a bicicleta. Nesse meio tempo entrei no quartinho, peguei a droga e usei novamente. Um tempo depois, peguei a pá e fui para dentro de casa. Depois só me recordo da polícia chegando”, declarou.
A versão apresentada pelo réu, no entanto, foi contestada por familiares. O irmão dele, Alfredo Gomes, 32 anos, afirmou não acreditar que o crime tenha sido motivado apenas pelo uso de entorpecentes. “Ele sempre foi uma pessoa complicada. Não acredito que estivesse sob efeito de drogas, mas sim que tenha tido uma discussão com minha mãe e fez isso”, disse.
Diego responde pelo crime de feminicídio.
Filho tentou disfarçar o crime
O crime ocorreu no dia 27 de dezembro do ano passado. Diego assassinou a mãe com golpes de pá, na casa da vítima, localizada no bairro Parque Residencial União, em Campo Grande. Após cometer o crime, Diego ainda pediu ajuda aos vizinhos, afirmando que a mulher havia sofrido uma queda.
A caminho do hospital, entretanto, os socorristas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) notaram que os ferimentos não apresentavam as características típicas de uma queda.
As informações contraditórias prestadas pelo filho, sobre as circunstâncias do suposto acidente, também levaram a polícia a vê-lo como principal suspeito do crime.
Diego ainda foi flagrado por uma câmera de segurança descartando a arma usada no assassinato e acabou sendo preso pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Desde então, ele aguardava o julgamento.
Fonte: Primeira Página

