Agente de endemias combate o mosquito Aedes aegypti. (Foto: Divulgação, Prefeitura de Dourados)
Levantamento realizado pela SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS) mostra que 67% das cidades de Mato Grosso do Sul estão em nível de alerta para o risco de infestação do mosquito Aedes aegypti. O cenário é de atenção para a ampliação de surtos de dengue, zika e chikungunya.
Conforme boletim epidemiológico, 17 cidades de Mato Grosso do Sul já enfrentam epidemia de chikungunya. A doença matou dez pessoas no Estado e registrou mais de 4,2 mil casos prováveis. Além disso, dez municípios têm alta incidência de dengue, o que também caracteriza epidemia da doença (confira as listas abaixo).
O Liraa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), realizado pela SES-MS, mostra a porcentagem de imóveis com criadouros do mosquito. Assim, o índice expõe o quão espalhada está a infestação do mosquito nas residências. Quanto maior a porcentagem, maior o risco de transmissão de doenças.
Oito municípios estão com alto risco de surto por conta de infestação:
- Rio Negro (8,8%);
- Paranhos (8,2%);
- Eldorado (7%);
- Terenos (6,2%);
- Santa Rita do Pardo (6%);
- Maracaju (4,9%);
- Vicentina (4,6%);
- Naviraí (4,1%).
Além das oito cidades com alto risco de infestação, outros 45 municípios apresentam risco médio (entre 1% e 3,9%). Somando os municípios de alto e médio risco, 67% das cidades de Mato Grosso do Sul podem ter infestação de doenças causadas pelo Aedes aegypti. (Confira as listas completas ao fim desta matéria).
Baixa infestação ou subnotificação?
Por fim, 24 cidades do Estado apresentam baixo risco de infestação. No entanto, a SES-MS alerta que isso pode significar subnotificação. Assim, é fundamental verificar se o levantamento foi realizado adequadamente e confrontar os dados com outros indicadores.
A SES-MS indica que o cruzamento de informações é essencial para garantir a confiabilidade dos dados e evitar uma falsa sensação de segurança.
Dourados, por exemplo, é o epicentro da circulação de chikungunya em Mato Grosso do Sul, com seis mortes confirmadas e 3.519 casos prováveis da doença. Apesar de os dados comprovarem a alta circulação de mosquitos na cidade, a taxa de infestação é de apenas 0,5%.
O Jornal Midiamax pediu esclarecimento à Prefeitura de Dourados. Em nota, a administração se negou a enviar resposta. “A Prefeitura não vai responder levantamento divulgado pela SES.”
Listas:
Confira as cidades com médio risco:
- Anaurilândia (3,9%);
- Água Clara (3,7%);
- Ponta Porã (3,7%);
- Bataguassu (3,5%);
- Figueirão (3,4%);
- Batayporã (3,1%);
- Coronel Sapucaia (3,1%);
- Itaporã (3%);
- Brasilândia (2,9%);
- Ribas do Rio Pardo (2,8%);
- Anastácio (2,7%);
- Aparecida do Taboado (2,7%);
- Ladário (2,6%);
- Sete Quedas (2,6%);
- Bodoquena (2,5%);
- Jateí (2,5%);
- Costa Rica (2,4%);
- Ivinhema (2,4%);
- Três Lagoas (2,3%);
- Caarapó (2,2%);
- Coxim (2,2%);
- Sonora (2,2%);
- Bonito (2,1%);
- Jardim (2,1%);
- Aral Moreira (1,9%);
- Taquarussu (1,9%);
- Bela Vista (1,8%);
- Corumbá (1,8%);
- Cassilândia (1,7%);
- Paranaíba (1,7%);
- Pedro Gomes (1,7%);
- Rio Verde de Mato Grosso (1,6%);
- Campo Grande (1,4%);
- Amambaí (1,3%);
- Fátima do Sul (1,3%);
- Antônio João (1,2%);
- Bandeirantes (1,2%);
- Douradina (1,2%);
- Miranda (1,2%);
- Inocência (1,1%);
- Camapuã (1%);
- Deodápolis (1%);
- Iguatemi (1%);
- Laguna Carapã (1%);
- Porto Murtinho (1%).
Confira as cidades com baixo risco:
- Selvíria (0,9%);
- Alcinópolis (0,8%);
- Aquidauana (0,8%);
- Caracol (0,8%);
- Nova Alvorada do Sul (0,8%);
- Nioaque (0,7%);
- Corguinho (0,6%);
- Angélica (0,5%);
- Dourados (0,5%);
- Mundo Novo (0,4%);
- São Gabriel do Oeste (0,4%);
- Rio Brilhante (0,3%);
- Nova Andradina (0,2%);
- Novo Horizonte do Sul (0,2%);
- Sidrolândia (0,1%);
- Chapadão do Sul (0%);
- Dois Irmãos do Buriti (0%);
- Guia Lopes da Laguna (0%);
- Itaquiraí (0%);
- Japorã (0%);
- Jaraguari (0%);
- Juti (0%);
- Paraíso das Águas (0%);
- Rochedo (0%).
Apenas Glória de Dourados e Tacuru não realizaram o levantamento.
Como me proteger?

Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde:
- Mantenha em dia a manutenção das piscinas.
- Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água;
- Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo;
- Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso;
- Coloque areia nos pratos de vasos de planta;
- Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias;
- Amarre bem os sacos de lixo;
- Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados;
- Não acumule sucata e entulho;
- Limpe bem as calhas de casa e as lajes;
- Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos;
- Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira;
- Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras;
Fonte: Midiamax

