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Importunação sexual na UFGD: Reitoria manifesta repúdio e anuncia apuração

Importunação sexual na UFGD: Reitoria manifesta repúdio e anuncia apuração

Reitoria da UFGD divulgou nota (Foto: Marcos Morandi, UFGD)

UFGD (A Universidade Federal da Grande Dourados) se manifestou publicamente sobre a denúncia de importunação sexual envolvendo estudantes de medicina ocorrida na noite dessa segunda-feira (9).  Em nota, a reitoria expressou repúdio a todas as formas de violência contra as mulheres e disse que está adotando medidas para apurar e responsabilizar os envolvidos.

A instituição informa que já está adotando os procedimentos de apuração e responsabilização no âmbito da Corregedoria da universidade, acompanhará o caso em contato com a Polícia Civil.

Além disso, segundo a reitoria, a UFGD e prestará todo o apoio necessário para a apuração dos fatos, fornecendo as informações e documentos que forem demandados pelas autoridades competentes.

nternamente, a Universidade está adotando as providências cabíveis para garantir o acolhimento adequado às vítimas e assegurar que medidas disciplinares e administrativas sejam tomadas, conforme os regulamentos institucionais e a legislação vigente.

Entenda a denúncia

As acadêmicas do 2º semestre do curso de medicina, relataram a polícia,  que foram informadas pela professora que a prova de neuroanatomia seria aplicada em sua casa nessa segunda-feira (9).

Ao chegarem no local, um condomínio de luxo tradicional da cidade,  foram recebidas por um idoso vestindo apenas cueca. Em seguida, a professora apareceu e pediu para que entrassem.

Enquanto aguardavam o início da prova, um homem, identificado como filho da professora e com idade entre 25 e 30 anos, teria abraçado e beijado as alunas, inclusive beijando a boca de uma delas.

As alunas afirmam que a professora não impediu a ação. Uma das acadêmicas relatou ter dito que tinha namorado, mas o indivíduo continuou a assediá-las.

A professora, então, teria dito: “tira esse merda daqui” e pedido desculpas, explicando que seu filho tem TEA (Transtorno do Espectro Autista).

‘Abaladas e constrangidas’

As alunas realizaram a prova, mas relataram que se sentiram abaladas e constrangidas com a situação. Após a correção, a professora teria dito: “quem não gostou da nota pode voltar aqui em casa, estudem e voltem”.

As acadêmicas afirmam que souberam que a professora já havia sido proibida de aplicar avaliações em sua residência, mas não questionaram por medo de represálias.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) como importunação sexual.

Fonte: Midimax

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