Search

Pelo segundo dia, greve faz Campo Grande amanhecer sem ônibus nas ruas

Pelo segundo dia, greve faz Campo Grande amanhecer sem ônibus nas ruas

Terminal Morenão vazio nesta manhã (Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Pelo segundo dia seguido, a greve dos motoristas Consórcio Guaicurus afeta o transporte público de Campo Grande. Nesta terça-feira (16), trabalhadores ainda enfrentam um dia chuvoso para chegar ao compromisso.

Mesmo com a decisão judicial do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 24ª Região, que determinou a circulação de 70% da frota durante a greve e fixou multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento, a categoria “cruza os braços”.

A decisão determina o retorno nas primeiras horas do dia, no entanto, a greve persiste nesta terça-feira. Para reduzir os efeitos da greve, algumas empresas passaram a custear transporte alternativo, como corridas por aplicativo e aluguel de vans. A Associação Comercial e Industrial de Campo Grande avalia que a medida é emergencial e gera custos extras.

O sindicato convocou os trabalhadores para uma audiência marcada para esta terça-feira (16), às 15h45, no TRT. O encontro deve discutir uma possível saída para o impasse entre motoristas e o consórcio.

A Prefeitura de Campo Grande informou que os repasses ao Consórcio Guaicurus estão em dia e que a paralisação não tem relação com pagamentos municipais. Já a empresa alega dificuldades financeiras.

Até que haja acordo ou pagamento integral, o sindicato mantém a decisão de seguir com a greve, mesmo diante da determinação judicial.

Quando a greve acaba?

A greve, até o momento, seguirá por tempo indeterminado; portanto, não há previsão de quando o serviço voltará ao normal. Conforme o sindicato, ficou definido, durante a assembleia geral realizada na madrugada da última quinta-feira (11), que a categoria só voltará a trabalhar após o pagamento do salário atrasado de novembro, do 13º salário e do adiantamento do salário do dia 20, de uma só vez.

TRT emite nota

Em atendimento aos questionamentos da imprensa, o Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região emitiu uma nota de esclarecimento sobre a greve do transporte coletivo de Campo Grande.

Diz a nota que “o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande foi notificado formalmente ao 12h36min desta segunda-feira (15/12), da decisão sobre a manutenção mínima de 70% dos trabalhadores em atividade, enquanto durar a paralisação da categoria. A decisão, proferida durante o plantão judiciário, na noite de domingo (14/12), reconhece o direito constitucional de greve e assegura a manutenção de serviços indispensáveis, visto que o transporte coletivo é essencial para a população”.

De acordo com o des. César Palumbo Fernandes, relator do processo, “A Justiça do Trabalho reconhece a importância do direito de greve, constitucionalmente assegurado aos trabalhadores e também a gravidade da situação, ante ao não recebimento dos seus vencimentos. Entretanto, a população também tem constitucionalmente garantido o acesso a serviço público de transporte urbano, caracterizado como essencial e por esse motivo não se pode aceitar a paralisação de 100% dos serviços. Há uma multa fixada inicialmente em R$ 20 mil reais por dia de descumprimento da decisão, que incide de imediato e caso não atendida pode vir a ser majorada, sem prejuízo do reconhecimento de crime de desobediência e adoção de outras medidas coercitivas cabíveis.”

Fonte: Midiamax

Rolar para cima