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Polícia Científica implanta em Dourados setor de Antropologia Forense inédito no interior de MS

Polícia Científica implanta em Dourados setor de Antropologia Forense inédito no interior de MS

Novo serviço aprimora laudos e amplia a identificação de pessoas desaparecidas no sul do Estado

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul implantou, em Dourados, um setor exclusivo de Antropologia Forense no Núcleo Regional de Medicina Legal (NRML). A iniciativa é inédita no interior do Estado e tem como objetivo qualificar os laudos periciais e oferecer respostas mais rápidas em casos de corpos degradados, carbonizados ou esqueletizados.

A Antropologia Forense é a área da Medicina Legal responsável pela análise de ossadas e fragmentos humanos em situações em que métodos tradicionais de identificação não são possíveis. A partir de aspectos do crânio, da pelve e de ossos longos, os peritos conseguem estimar sexo, idade, estatura e possíveis sinais da causa da morte. “Fraturas ósseas podem ajudar na avaliação quanto à causa do óbito”, explicou o chefe do NRML de Dourados, perito médico-legista Guido Vieira Gomes.

Segundo ele, a análise exige precisão e cuidado. “Após o preparo, todo o esqueleto deve ser montado, como em um ‘quebra-cabeça’”, destacou. Esses estudos são decisivos para direcionar a coleta de DNA em familiares de pessoas desaparecidas e confirmar a identidade da vítima.

O setor foi equipado com instrumentos de medição antropométrica, recursos de registro fotográfico e conta com o apoio do tomógrafo já instalado no Núcleo de Medicina Legal de Dourados. “Esses equipamentos tornam as perícias mais precisas e qualificam os resultados entregues à Justiça e à sociedade”, acrescentou.

Além do aspecto técnico, a atuação da Antropologia Forense tem impacto direto sobre as famílias. “Toda família que tem um ente querido desaparecido passa por enorme angústia. A entrega dos remanescentes não é a melhor notícia, pois sempre existe a esperança de que a pessoa esteja viva. Porém, encerra esse ciclo de incertezas e possibilita o luto”, ressaltou Guido.

Entre os casos já atendidos na região, ele relembra a ossada de uma vítima de homicídio enterrada em outro município. O estudo antropológico direcionou a identificação, que foi confirmada após confronto genético realizado em parceria com peritos de outro Estado.

De acordo com o médico-legista, o setor também terá atuação regional. “Vamos disponibilizar nosso serviço de Antropologia Forense para auxiliar peritos de outras unidades do sul do Estado”, afirmou. Ele destacou ainda a aproximação com a academia: “Estamos em processo de instituir uma parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, o que vai fortalecer ainda mais esse trabalho. ”

A iniciativa reforça o compromisso da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul em modernizar seus serviços, fortalecer a atuação técnico-científica e oferecer respostas qualificadas à sociedade.

Fonte/Foto: Comunicação PCi

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