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Sobrinho confessa que matou tia com golpes de panela e Makita

Sobrinho confessa que matou tia com golpes de panela e Makita

Autor de feminicídio foi levado para a delegacia de Selvíria. (Foto: Divulgação PCMS)

‘Maurição’, de 21 anos, preso por feminicídio, nesta segunda-feira (23), após ter matado a própria tia, Fátima, de 58 anos, confessou o crime. Em depoimento à Polícia Civil, o rapaz afirmou que usou uma panela e uma Makita para desferir os golpes contra a vítima.

O feminicídio aconteceu nesta manhã em Selvíria, cidade a cerca de 400 quilômetros de Campo Grande. O autor foi preso próximo ao local do crime. Ele estava ensanguentado e tentava se limpar em um rio, quando foi flagrado por policiais do 2º Batalhão da Polícia Militar.

Segundo informações do delegado Felipe Cagliari da Rocha Soares, responsável pelo caso, antes de tentar se lavar em um rio, o autor do feminicídio havia parado em um posto de combustível, onde pediu para se limpar. No entanto, o pedido foi recusado. Depois disso, ele desceu para o córrego, onde foi preso.

Confissão do crime

Já na delegacia, ao ser questionado sobre o feminicídio, o rapaz negou o crime. A princípio, ele teria dito que encontrou a tia já morta, ao visitá-la. Ele ainda afirmou que se sujou de sangue ao tentar reanimar a vítima.

Porém, diante das informações obtidas pela polícia, ele acabou confessando o feminicídio. Em depoimento, o autor alegou que estava sob efeito de entorpecentes quando foi até a casa da tia. No local, os dois teriam discutido, e ele começou a agredir a tia, desferindo golpes na cabeça dela, usando uma panela e uma Makita.

Testemunhas disseram que, no início da manhã, ouviram barulhos de coisas sendo quebradas, dentro da casa da vítima. Também informaram que a bicicleta do autor estava no local, no início da manhã.

A Perícia Criminal foi acionada. O autor foi preso em flagrante por feminicídio.

Feminicídio

Em 2026, já foram registrados 8 feminicídios. Os crimes aconteceram com predominância no interior do Estado. Feminicídio é o crime de assassinato de uma mulher cometido por razões da condição do sexo feminino. Conforme a legislação, é caracterizado pela violência doméstica/familiar ou menosprezo/discriminação à condição de mulher.

  • Josefa dos Santos (Bela Vista) – 16 de janeiro;
  • Rosana Candia Ohara (Corumbá) – 24 de janeiro;
  • Nilza de Almeida Lima (Coxim) – 22 de fevereiro;
  • Beatriz Benevides da Silva (Três Lagoas) – 25 de fevereiro;
  • Liliane de Souza Bonfim Duarte (Ponta Porã) – 6 de março;
  • Leise Aparecida Cruz (Anastácio) – 6 de março;
  • Ereni Benites (Paranhos) – 8 de março.
  • Fátima (Selvíria) – 23 de março.

Fonte: Midiamax

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